ANTT discute autorregulação e fortalecimento de confiança entre a agência e o mercado
O bolso do caminhoneiro e o planejamento do embarcador estão sendo impactados quando a confiança entre quem regula e quem opera deixa de ser apenas teórica e pa…

O bolso do caminhoneiro e o planejamento do embarcador estão sendo impactados quando a confiança entre quem regula e quem opera deixa de ser apenas teórica e passa a ser estruturada em regras claras, como discutido em Brasília nesta quinta-feira.
Durante a Bienal das Rodovias, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) participou de um painel focado em como a autorregulação pode fortalecer essa relação sem perder o controle. Fernando Feitosa, superintendente de Transporte Ferroviário da ANTT, esclareceu que o objetivo não é reduzir o papel da agência, mas sim criar mecanismos que aproveitem o conhecimento técnico do setor enquanto se mantém a supervisão e a segurança jurídica intactas.
O debate reuniu representantes do poder público, entidades regulatórias e concessionários para explorar caminhos que garantam transparência e definam competências de forma precisa. A ideia central é que a construção de confiança depende de um diálogo permanente e de modelos que estimulem a inovação sem comprometer a fiscalização, evitando que temas técnicos e operacionais fiquem em áreas cinzentas de responsabilidade.
Na prática, isso significa que a ANTT já está testando esse modelo com a Resolução nº 5.950/2021, que instituiu o Comitê de Corregulação e ampliou a participação dos operadores na criação de normas. A expectativa é que essa abordagem colaborativa resulte em soluções técnicas mais eficientes e em contratos de infraestrutura com previsibilidade, reduzindo incertezas que costumam gerar custos extras ou atrasos na execução de projetos.
Para quem roda ou contrata frete, o impacto reside na maior estabilidade das regras aplicadas ao setor de transportes. Com mecanismos de corregulação funcionando, os operadores terão acesso a informações mais precisas sobre as normas e contratos, o que pode otimizar processos e reduzir riscos jurídicos que, hoje, muitas vezes geram retrabalho e despesas imprevistas para as empresas.
O fechamento da discussão deixa claro que o futuro da regulação não está na imposição unilateral, mas na cooperação constante entre o regulador e o regulado. Observar a evolução desses modelos de autorregulação será fundamental para entender como a eficiência do transporte rodoviário e ferroviário será garantida no longo prazo, com regras que protegem tanto o interesse público quanto a viabilidade econômica dos operadores.
Resumo elaborado a partir de fonte oficial, para fins informativos. Pode conter imprecisões — confira sempre o conteúdo completo no link da fonte. O Daclog não se responsabiliza por alterações posteriores feitas na origem.
Leia também

ANTT participa de assinatura de Programa voltado ao fortalecimento da segurança viária

Operação da ANTT identifica sete veículos em transporte clandestino de passageiros em Goiás

ANTT recebe estudo para possível duplicação de 74 quilômetros da BR-381 entre Belo Oriente e Governador Valadares

