ANTT reforça expansão da pesagem em movimento durante a Bienal das Rodovias 2026

A expectativa de que a fiscalização das rodovias brasileiras mude de forma definitiva mexe com o bolso e o dia a dia de quem roda ou contrata frete, pois promete acabar com as práticas de evasão que corroem a segurança e o patrimônio público.
Durante a Bienal das Rodovias 2026, o Superintendente da ANTT, Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, confirmou que a expansão da pesagem em movimento deixa de ser uma solução futura para se tornar uma realidade operacional. Ele destacou que o modelo, testado e validado através do Sandbox Regulatório em parceria com concessionárias como a Ecovias e a Via Cristais, representa uma evolução necessária e irreversível para a gestão da infraestrutura nacional.
Na prática, isso significa que a tecnologia capaz de pesar veículos em movimento já está gerando impactos concretos na segurança viária e na preservação do pavimento, superando as limitações dos métodos tradicionais de fiscalização. Os dados obtidos durante os testes revelaram um cenário de evasão e transporte com excesso de peso mais preocupante do que o inicialmente estimado, evidenciando falhas nos sistemas convencionais que deixavam irregularidades passarem despercebidas.
O excesso de peso está diretamente ligado ao aumento de acidentes, ao desgaste prematuro das estradas e à redução da vida útil das estruturas rodoviárias, o que impacta diretamente os custos de manutenção e a eficiência da rede de transporte. A adoção da pesagem em movimento contribui para a proteção dos usuários e para a conservação do patrimônio, garantindo que as concessões operem com parâmetros mais justos e seguros.
Para quem roda ou contrata frete, a expectativa é que novas operações com a tecnologia entrem em funcionamento ainda este ano, com uma expansão gradual que adaptará o modelo às particularidades de cada contrato sem perder os princípios fundamentais. Isso trará uma mensuração mais clara dos ganhos em segurança, eficiência e conservação da infraestrutura nos próximos anos, transformando a fiscalização em um processo mais transparente e eficaz.
O setor agora deve observar com atenção a implementação progressiva dessa nova etapa da fiscalização, que consolidará um padrão de gestão rodoviária mais moderno e orientado para a prevenção de riscos, alterando permanentemente o modo como o transporte de cargas é monitorado no Brasil.
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