Ministro dos Transportes entrega complexo viário que amplia segurança em Cubatão (SP)

O bolso do caminhoneiro e o dia a dia do embarcador mudam quando a velocidade dos trens aumenta e os custos de transporte caem, algo que está acontecendo agora em Cubatão (SP) com a entrega de uma nova estrutura viária. Nesta sexta-feira (22), o ministro dos Transportes, George Santoro, oficializou a inauguração do Complexo Viário, uma obra que elimina passagens em nível e reconfigura o trânsito local. O projeto, executado pela concessionária Rumo Malha Paulista, conta com investimentos de R$ 70,8 milhões destinados a um viaduto sobre a linha férrea, passarelas de pedestres e uma rotatória para veículos, visando garantir mais fluidez e segurança na região.
O que aconteceu foi a conclusão de um marco relevante para a renovação da Malha Paulista, que completa seis anos desde a renovação antecipada da concessão. O CEO da Rumo, Pedro Palma, explicou que a entrega faz parte de um pacote de investimentos que soma cerca de R$ 1 bilhão anuais para modernização da infraestrutura ferroviária. As obras, iniciadas em novembro de 2024, substituíram cruzamentos diretos sobre os trilhos por estruturas segregadas, removendo três passagens em nível que funcionavam como gargalo histórico para a mobilidade urbana da Baixada Santista.
Na prática, a mudança é a transformação de pontos de conflito entre trens, carros e pedestres em corredores seguros e integrados. O topógrafo Leandro Feitosa Moreira destacou que, com a construção do viaduto e das novas travessias, a região ganhou acessibilidade melhorada e evitou sinistros que antes eram enfrentados diariamente por motoristas e caminantes. Ao separar fisicamente o tráfego rodoviário e ferroviário, o empreendimento garante uma qualidade de vida superior para a população de Cubatão, eliminando o risco de colisões em nível.
Para quem roda ou contrata frete, o impacto é direto na agilização das operações e na redução de custos logísticos. O secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, apontou que, antes do viaduto, os trens precisavam reduzir a velocidade devido aos conflitos com a área urbana, tornando a operação mais lenta e onerosa. Com a nova estrutura, a ferrovia ganha agilidade, permitindo que trens carrying soja, milho e outros produtos do agronegócio circulem com mais eficiência no acesso ao Porto de Santos.
O aumento da velocidade dos trens reduz o tempo de deslocamento e, consequentemente, diminui os custos de transporte para as empresas que dependem desse corredor estratégico. A eliminação dos conflitos entre a ferrovia e o tráfego urbano significa que as cargas podem ser movidas de forma mais ágil, impactando positivamente a competitividade do litoral paulista no escoamento de cargas. A visão de longo prazo do programa estruturado alia a ampliação da capacidade ferroviária a soluções urbanas capazes de destravar investimentos e fortalecer a infraestrutura logística do país.
É importante observar que, além do viaduto na Avenida Henry Borden, o projeto inclui duas novas passarelas de pedestres entre a avenida e a Rua Paraíba, além de uma nova rotatória. A obra representa um exemplo concreto de como a parceria entre o Governo do Brasil e o setor privado gera resultados tangíveis, trazendo melhorias reais para a vida das pessoas e para a economia regional.
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